O que é Design?

Denomina-se design qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Esse processo normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.

Exemplos de coisas que se podem projetar incluem muitos tipos de objetos, como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, e também imagens, como em peças gráficas, famílias de letras, livros e interfaces digitais de softwares ou de páginas da internet, entre outros.

Design é também a profissão que projeta os artefatos. Existem diversas especializações, de acordo com o tipo de coisa a projetar. Atualmente as mais comuns são o design de produto, design gráfico, design de moda e o design de interiores. O profissional que trabalha na área de design é chamado de designer.

Finalmente, o design pode ser também uma qualidade daquilo que foi projetado.

O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, sendo mais tarde adaptado para o inglês design. Houve uma série de tentativas de tradução do termo, mas os possíveis nomes como projética industrial acabaram em desuso.

O Designer


O designer é o profissional habilitado a efetuar atividades relacionadas ao design. Normalmente o termo se refere ao desenhista industrial, habilitado em programação visual e projeto de produto, uma série de tipos diferentes de designers e ainda de projetista (termo genérico para quem projeta).

Em inglês, o termo se refere a qualquer indivíduo que esteja ligado a alguma atividade criativa ou de projeto.

Esse anglicanismo foi adotado, no final do século XX (no Brasil), na tentativa de universalizar as profissões ligadas ao projeto. Até certo ponto isso tem ocorrido e a maioria das universidades preferem o termo "designer" a "desenhista industrial". Mas como o termo "projeto" já existia e é um sinônimo, muito próximo, do termo "design". Até hoje os termos "design" e "designer" tem causado confusão entre não-designers.
A Profissão
No Brasil, a profissão do designer não é regulamentada (o que significa que não existe Conselho de Classe, como o CREA ou a OAB), embora ela conste do Catálogo Geral de Profissões do Ministério do Trabalho. Existem, no entanto, associações profissionais, de caráter cultural e representativo, embora não sejam habilitadas a fiscalizar a profissão, como as associações de designer.

Apesar da legislação permitir que qualquer cidadão exerça a atividade, normalmente isto é feito por profissionais formados em cursos superiores de Desenho Industrial ou escolas técnicas de Design. Existem várias instituições de ensino de design especializadas em habilitações específicas como design visual, design de moda ou design de interiores. Antes delas surgirem, porém, uma grande quantidade de profissionais estabeleceu-se após receberem formação em áreas correlatas, como a arquitetura (especialmente designers formados pela FAUUSP) e em cursos como o do Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo.

Design de Moda

Design de Moda - O Designer de Moda


O designer de moda é aquele que dita moda e cria coleções de roupas e acessórios, exercendo forte influência sobre a maneira como as pessoas se vestem. E ser estilista, como também são chamados, não é apenas ser desenhista de moda, e sim criar um vestuário adequado a cada tipo de pessoa.


Além de criatividade, esse profissional precisa ter uma visão global do mundo, com conhecimentos de sociologia, modelagem, desenho e história do vestuário. É inegável que a moda brasileira ainda assimila tendências européias, mas nossos designers de moda procuram cada vez mais encontrar uma linguagem própria, adequada ao mercado brasileiro.

Nem só de desfiles e figurinos glamourosos vivem aqueles que trabalham com moda. A área administrativa também recruta profissionais capazes de lidar com produção, custos, controle de qualidade e vendas. Isso vem ocorrendo desde a década de 1950.

Com o advento da produção em massa, as roupas tradicionais, feitas à mão, foram substituídas pelos trajes de confecção industrial. Surgiu, então, o setor de negócios da moda, que vive hoje momentos de grande ebulição.

A especialização em moda é recente. O profissional de moda tanto pode seguir pelo variado mundo do design como optar pela área de negócios, que exige bons conhecimentos de marketing. No primeiro caso, as oportunidades se concentram em setores variados: desenho de moda, de estamparia e de acessórios; compras, vitrinismo e design de interiores de lojas; desenvolvimento, coordenação, produção e gerência de produtos da indústria têxtil e de pequenas confecções; estilismo; criação de figurinos para cinema, teatro e televisão; consultoria de moda; desenvolvimento de coleções têxteis e de vestuário; modelagem; pesquisa de novos materiais e organização de lançamentos de coleções.

Quem preferir tratar dos negócios da moda encontrará boas chances de trabalho em confecções, fiações, malharias, tecelagens, indústrias de aviamentos e acessórios, lojas de departamento, hipermercados, franquias, assessorias e consultorias de moda, produção artística e publicitária, importadoras e exportadoras do ramo têxtil, imprensa especializada, indústrias químicas, feiras e salões de moda.

O setor têxtil e de confecções é um dos grandes geradores de empregos no Brasil, atraindo profissionais especializados não só em estilismo, mas também em gerência e planejamento de produtos. Como ainda é uma carreira com especializações novas, falta pessoal qualificado. Portanto, as perpectivas de crescimento da oferta de vagas são promissoras.

Design de Moda - O Designer de Jóias

"Aquele capaz de transformar idéias em produtos; o intangível no tangível". Essa pode ser uma das inúmeras definições para a função de designer. Uma mistura de arte e ciência, teoria e técnica. Mais do que isso, o designer, e principalmente o designer de moda, precisa saber, acima de tudo, visualizar o futuro. Estar a frente de seu tempo.

É a partir dessa análise do que será tendência que um designer pode trabalhar, representar de fato o que está em sua cabeça. E para isso, é importante que ele esteja antenado e se preocupe com os detalhes. É também o caso de um designer de jóias ou bijouterias que, muitas vezes, vai ter que lidar com peças pequenas, mas que fazem uma grande diferença.

É bem comum ver arquitetos ou artistas trabalhando com design de moda. E com as bijouterias e jóias não é diferente. Simone Gouvêa (foto ao lado) é artista plástica e não abandonou as obras de arte. Parte delas, no entanto, de um ano para cá, são menores e usadas no dia-a-dia. Gostar de moda, claro, é fundamental.
O trabalho de um designer é basicamente criar, mas muitas vezes eles colocam a mão na massa também para executar, a habilidade manual ajuda muito. Para isso existem cursos ministrados em escolas das capitais. Mas é a criação que de fato toma mais tempo.

"Desenhar demora mais. É preciso ter noção de cor, espaço. Eu tenho mais de 200 tipos de missanga e tenho que definir exatamente o que vou usar. Então eu desenho no papel, analiso o material e depois vamos partir para a montagem". Explica uma designer de Jóias.
Crise como motivação
Além dos profissionais, artistas e pessoas já ligadas à arte, muita gente se rendeu aos encantos do design de jóias e bijouterias nos últimos anos. E existe uma explicação para isso: Com a crise, é a possibilidade de ganhar dinheiro que faz com que muitas pessoas procurem cursos, ou comecem a fazer bijouterias por conta própria.

Design de Moda - O Designer de Estamparia

Design de Ambientes


Design ambiental é o design de artes visuais que ajuda na localização dentro de feiras, eventos, faculdades, stands, shoppings, aeroportos, rodoviárias, estradas e lugares públicos em geral. Ele é representado através de placas, mapas, setas e toda a sinalização em geral, a fim de que a pessoa possa se localizar e orientar, e chegar ao destino desejado.
Divide-se em design de interiores e de design de iluminação.

Design de Ambientes - O Designer de Ambientes


O designer de ambientes é quem tem a competência para criar com adequação o sistema de sinalização correto para diversos ambientes.
Em ambientes externos existe um padrão a seguir em relação as placas de sinalização urbana e de trânsito.
Mas a sinalização dos locais podem e devem ser diversificadas e atraentes, de preferência, para chamar a atenção do público. Uma coisa que funciona muito bem são os letreiros de sinalização de bancos, por exemplo, no topo dos prédios. Além de criativo, promove a identificação local à distância.
Existem diversos tipos de sinalização como frontlights, backlights, tótens, banners, galhardetes, adesivos e etc. Mas isso será explicado em um próximo texto. Lembre-se: sinalizar é informar visualmente e por isso, ao realizar um projeto de sinalização analise muito bem a escolha, porque isso irá garantir o sucesso ou o fracasso do ambiente, interno ou externo.

Design de Ambientes - O Designer de Interiores


O designer de interiores, confundido por vezes com o decorador de interiores, trabalha com uma técnica cenográfica, visual e arquitetônica de composição e decoração de ambientes internos (cômodos, casas, residências, escritórios, palácios etc.).


Consiste na arte e prática de planejar e arranjar espaços, escolhendo e/ou combinando os diversos elementos de um ambiente estabelecendo relações estéticas e funcionais que dependam do fim a que este se destina.

O Tecnólogo, (o termo tecnólogo só deve ser aplicado a quem faz os cursos técnicos de 6 meses a 2 anos, para que os que se formaram em Universidades federais ou particulares não é correto o uso deste termo) o profissional formado em Design de Interiores chama-se Designer de Interiores, projeta ambientes, utilizando e combinando cores, materiais, texturas e dispondo móveis e acessórios. Ele estuda em detalhes da área a ser criada ou reformulada, monta o orçamento e o cronograma da obra, desenha mobiliários e elementos que vão compor esse espaço, a disposição dos móveis, escolhe os adornos e revestimentos de pisos, paredes e tetos, sempre atento ao desejo do cliente, à estética e a funcionalidade do local. Pode projetar também salas comerciais, residências ou espaços em bancos, escritórios, consultórios e lojas. Esse profissional costuma trabalhar como autônomo, mas pode atuar, também, como funcionário de empresas especializadas em decoração e design de interiores ou ainda como consultor em lojas de móveis.

Antes de tudo, deve-se estar certo de que o dom é um dos pontos altos para a escolha desta profissão. O Design de interiores é com certeza uma arte. Requer sensibilidade, bom gosto e muito conhecimento sobre artes. É claro que o gosto do cliente deve ser respeitado, porém a experiência e seriedade do profissional falam mais alto.

Para exercer a profissão de designer de interiores é necessário uma gama de conhecimentos que vão desde história da arte, ergonomia e psicologia ambiental, entre outros.

Tais conhecimentos permitem seja o decorador considerado como autor para efeito da Lei brasileira de Direitos Autorais ( Lei 9610/1998), a qual faz valer em seu artigo 7º:

"São obras intelectuais protegidas pelas criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como: os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência..."

Dessa maneira, caso um designer (decorador de interiores) tenha um projeto seu copiado, poderá o mesmo se socorrer do Poder Judiciário para coibir o uso indevido.

Hoje podem ser encontradas várias revistas específicas sobre Design de interiores. Elas podem ser de grande ajuda para pequenas dicas, mas é válido lembrar que nem sempre um projeto caberá em qualquer ambiente. É importante ter conhecimento de cores, texturas, materiais etc. para que o projeto seja executado conforme o tema escolhido, seja ele casual, clean, futurista ou até mesmo quem sabe o medieval.

Os cursos de design de interior levam em torno de quatro anos para sua finalização. Muito embora, diversos cursos de atualização são extremamente necessários para os estudantes e profissionais. Em 2000, o Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio - CEUNSP - inaugurou o 1º curso superior específico de Decoração e Design do país. O bacharelado de 4 anos foi reconhecido em 2005 pelo MEC com nota máxima em infra-estrutura. No ENADE 2006 o curso figurou como o 1º do estado de São Paulo em índice IDD entre os cursos de Design. Veja também no link abaixo, o curso de Pós-graduação em Design de Interiores, da Faculdade SENAI/CETIQT, Rio de Janeiro.O curso também é oferecido no Clube dos Decoradores do Rio de Janeiro.Instituição que tem 56 anos de tradição na área. No Rio de Janeiro também há curso de Composição de Interiores na UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - desde a década de 70. O nome é diferente mas visa formar o mesmo tipo de profissional, o curso tem duração de 4 anos e tem uma grade que passa da historia da arte, a analise das cores e entendimento do psciologico - não muito aprofundado, mas existe - até a aplicação dos conhecimentos adquiridos no projeto. A PUC-Rio dispõe de um curso de especialização em Design de Interiores que tem como objetivo tem com objetivo unir a teoria à prática, onde o conhecimento teórico é fundamental na problematização dos aspectos práticos do projeto de interiores. Tem como linha mestra prover ferramentas aos profissionais interessados - ou atuantes - neste mercado de trabalho. Este diferencial fará com que o aluno esteja preparado para pensar, defender seu projeto e idéias de maneira coerente e consistente. Em Salvador-BA, há curso de Bacharelado em Design de Interiores na UFBA - Universidade Federal da Bahia, com duração mínima de 3,5 anos, e também dois cursos técnicos (duração de 2 anos) na EBADE - Escola Baiana de Decoração e na UNIFACS - Universidade Salvador.

Design de Ambientes - O Designer de Iluminação



O designer de iluminação tem por objectivo analisar, validar ou prever os efeitos de iluminação num
espaço tridimensional. Os métodos convencionais de design de iluminação, desenvolvidos no âmbito
da luminotecnia, baseiam-se em processos empíricos e aplicam-se apenas a espaços padronizados,
com características geométricas especiais. Nos anos mais recentes, a evolução da arquitectura e da
iluminação comercial trouxe dificuldades ao design de iluminação convencional, dado que tomou
evidente as suas limitações. A comunidade dos designers de iluminação começou então a perceber a
necessidade de novas ferramentas de simulação da iluminação, baseadas em melhores modelos
físicos e enquadramentos matemáticos mais rigorosos.
O processo de design através de estratégias do tipo tentativa e erro raramente é o mais adequado,
porque a simulação de iluminação baseada na simulação do transporte da luz ainda não é interactiva
e porque o design de iluminação é muito complexo. Os melhores algoritmos de simulação do
transporte da luz são capazes de simular todos os fenómenos necessários ao design de iluminação.
No entanto, os graus de liberdade e os objectivos do design de iluminação relacionam-se de um
modo muito complexo com o comportamento da luz, pelo que se torna necessário descobrir novos
processos de design nos quais os objectivos do designer de iluminação desempenhem um papel
mais importante.

Design Gráfico


"Design Gráfico não é só um belo desenho. Design Gráfico é um belo desenho, com um sentido e uma tarefa a cumprir." Chico Homem de Melo

O Design Gráfico é um processo técnico e criativo que utiliza imagens e textos para comunicar mensagens, idéias e conceitos. Batizado e amadurecido no século 20, é hoje a atividade projetual mais disseminada no planeta. Com objetivos comerciais ou de fundo social, o Design Gráfico é utilizado para informar, identificar, sinalizar, organizar, estimular, persuadir e entreter, resultando na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Design Gráfico - O Designer Gráfico


O trabalho dos Designer Gráfico está inserido no cotidiano da sociedade através de marcas, logotipos, símbolos, embalagens, livros, jornais, revistas, posters, folhetos, catálogos, folders, placas e sistemas de sinalização, camisetas, aberturas e vinhetas de cinema e televisão, web sites, softwares, jogos, sistemas de identidade visual de empresas, produtos e eventos, exposições, anúncios etc.

O que um Designer Gráfico faz?

Primeiramente, ele estuda e conhece questões relacionadas à profissão, como cores, tipografia, produção gráfica, meios de comunicação, marketing, semiótica, ergonomia, entre outras tantas necessárias. Depois ele continua estudando, lendo, navegando, conhecendo e se atualizando, tanto técnica como culturalmente.
Com isso, ele pode estudar cada caso, analisar e vivenciar a situação do cliente, ponderar todas as variáveis, a fim de encontrar a melhor solução, de forma harmônica, viável e que traga resultados.

Como nos dias de hoje, o acesso a programas gráficos está facilitado, qualquer pessoa mesmo não capacitada, diz ser Designer Gráfico, o que não é verdade. Haverá sempre a pergunta "Quem realmente faz Design Gráfico?", para isso segue uma texto de uma grande designer:

"Nem tudo que está impresso é design. Design tem que ter projeto que respeita uma estrutura do começo ao fim. O simples preenchimento de páginas com imagem e letras não é fazer design gráfico." Emilie Chamie

Design Gráfico - O Designer Tipográfico

Design Gráfico - O Designer Editorial


Designer editorial é uma especialista do design gráfico que realiza o projeto gráfico na editoração.

O Design editorial está intimamente ligado ao jornalismo. Por este motivo, o designer gráfico (seja o diagramador, o infografista, ilustrador, editor de arte, etc.) está sempre em parceria com o jornalista.

Especializações de design editorial:

- Designer de livros: O designer de livros trabalha com uma das formas mais antigas de design editorial, considerada uma das áreas definidoras do design gráfico e talvez a base para a estruturação básica de publicações em geral.
- Designer de revista: O designer de revistas tabalha numa das áreas que tem sido uma das mais influentes do design gráfico contemporâneo. Um dos principais formadores do design da revista moderna foi Alexey Brodovich e um dos designers mais importantes no processo de desconstrução da revista contemporânea foi David Carson.
- Designer de jornal: Com o designer de jornal, a diagramação segue os objetivos e as linhas gráficas e editoriais desse impresso. As principais linhas editoriais para a diagramação incluem a hierarquização das matérias por ordem de importância.
- Designer de Infografia
- Designer de Ilustração

Design Editorial e Computação Gráfica

Com o advento da computação gráfica, a profissão de design gráfico editorial sofreu uma transformação excepcional. As possibilidades de criação e reprodução tornaram-se muito mais acessíveis e menos custosas.

Os principais softwares utilizados pelo Design Editorial são divididos nas seguintes categorias:

- softwares de ilustração: Adobe Illustrator e Corel Draw (uma opção em código aberto é o Inkscape)
- softwares de tratamento de imagem: Adobe Photoshop, Corel PhotoPaint, Corel Painter (uma opção em código aberto é o Gimp)
- softwares de diagramação: Adobe InDesign, Adobe PageMaker, Quarkxpress e o Corel Ventura (uma opção em código aberto é o Scribus).
- softwares gerenciadores de fontes: Adobe Type Manage, Bitstream Font Navigator e Suitcase.
Muitos profissionais, porém, utilizam o Adobe Photoshop e o Corel Draw para diagramar suas peças gráficas, incluindo anúncios e publicações editoriais.
Mas agora existe as opções gratuitas, com Software livre, Linux, Inkscape no lugar do corel e Gimp no lugar do Photoshop.
Existem ainda outros tipos de software utilizados por alguns profissionais específicos, como por exemplo, softwares para criação de fontes tipográficas, entre eles o Adobe Fontographer.

Design Gráfico - O Designer Institucional


O Designer Institucional trabalha em uma área de atuação do Design Gráfico. Dentre os tipos de projeto realizados pelo profissional desta área, o designer gráfico especializado em design institucional estão:


- Identidade Visual:
O conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, idéia, produto, empresa, instituição ou serviço. Esse conjunto de elementos costuma ter como base o logotipo, um símbolo visual e conjunto de cores.
A confecção de um logotipo ou de um símbolo visual capaz de representar a assinatura institucional da empresa deve ser estabelecido através de um documento técnico ao qual os designers com formação em programação visual nomearam de manual da identidade visual. Esse documento serve para estabelecer normas e critérios técnicos de reprodução da marca nos mais variados suportes existentes no atual estado da técnica como por exemplo: suportes gráficos (impressão) e suportes eletrônicos (interfaces).

- Imagem Corporativa:
A imagem corporativa define como sendo uma empresa se parece, como ela é percebida, ao contrário da identidade corporativa que define quem a empresa é.

- Jornal Segmentado Empresarial.

O designer institucional atua diretamente com instituições como: empresas, ONGs, Eventos, ect.

Design Gráfico - O Designer de Embalagem


O designer de embalagens, atua uma vertente do design de produto e do design gráfico. No maioria das vezes o designer de produto é reponsável pela forma da própria embalagem, considerando problemas de ergonomia e estética tri-dimensional. Enquanto o designer gráfico trata do rótulo da embalagem, onde o produto é apresentado graficamente.


A embalagem comercial não é apenas um meio de armazenamento e transporte de um produto, mas é um objeto que possibilita aos consumidores uma relação afetiva individual com o produto.

A embalagem é a identidade da empresa a qual ela representa e em muitos casos é o único meio de comunicação do produto. O bom design de embalagem pode garantir uma boa comunicação com o consumidor, informando sobre o produto e expondo seu caráter. De acordo com a pesquisa setorial ABRE, para muitos consumidores a embalagem é o objeto que identifica simbolicamente o produto. Uma pesquisa do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE mostrou que o consumidor não dissocia a embalagem do seu conteúdo, considerando os dois como constituintes de uma mesma entidade indivisível. Sendo assim a embalagem é ao mesmo tempo expressão e atributo do conteúdo. Exemplos disto são o frasco de perfume, o extintor de incêndio, a caixa de lenços de papel, a caixa de fósforos, dentre outros, como a garrafa da Coca-Cola, a lata do Leite Moça e o frasco do perfume Chanel nº 5, que têm suas formas patenteadas. Hoje o design das embalagens é considerado uma poderosa ferramenta de marketing e as escolas de nível superior ensinam sua metodologia para alunos tanto da disciplina do design quanto do marketing. O Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM trabalha o design da embalagem como uma especialização do design que tem como objetivo tornar os produtos mais competitivos no ponto-de-venda posicionando-os de forma estratégica na competição de mercado. Esta nova abordagem utiliza a embalagem como ferramenta de marketing, veículo de comunicação e elo de integração com a internet.

Design Digital


O curso de Design Digital tem o propósito de formar o profissional que conheça e saiba trabalhar todos os recursos do mundo digital, dominando as mídias interativas, a computação gráfica e a Internet. Seu projeto leva em conta a interatividade, a interdisciplinaridade, o embasamento cultural e histórico e o desenvolvimento de pesquisas, expressão, criação e experimentação, aliados ao desenvolvimento de projetos e aos conceitos do universo de hipermídia e de receptividade, por intermédio da manipulação de novas tecnologias digitais e dos processos de desenvolvimento e produção.


Mercado de trabalho:

- Como Gestor de Projetos poderá gerenciar projetos relacionados à área de comunicação digital, Agências Web, Agências de Publicidade, em órgãos públicos e privados.

- Como Consultor de Design Digital dará assessoria e viabilizará projetos de comunicação digital.

- Como Autogestor Design atuará como empreendedor e oferecerá soluções de comunicação digital.

Design Digital - Designer Digital


Designer digital é o profissional que usa a criatividade e a técnica para desenvolver interfaces digitais interativas, atrativas e eficazes.
Essa especialização da área de design visual é necessária para atender as necessidades geradas pelo surgimento (e rápida evolução) da mídia digital. O profissional dessa área concilia os conhecimentos da programação visual - criatividade, senso estético, embasamento visual cultural, estudo da forma voltados aos variados tipos de suporte da mídia digital - com a técnica destinada ao uso das ferramentas adequadas do meio de produção digital para criar soluções para mídia digital e interativa. Por exemplo:
- web design
- animação digital
- videogames
- edição não-linear de vídeo
- foto digital
- design de informação
- design de interação
- comércio eletrônico
- ensino a distância
- TV digital
- PDAs

O mercado de trabalho para o designer digital está em plena expansão, em decorrência da rápida evolução das mídias digitais. As empresas do setor têm dificuldade para encontrar no mercado de trabalho os profissionais com qualificação para atuar nessa área. O profissional formado está capacitado para trabalhar com criação digital especializada e atuar em agência e produtora de mídia digital e interativa; emissora de televisão; produtora de cinema e animação; provedores de internet; empresas desenvolvedoras de games. Poderá também gerenciar projetos relacionados à área da comunicação digital em agência de publicidade e escritórios de design. Tais campos no mercado apontam para a necessidade de um profissional dotado de capacidade multidisciplinar para operar imagens, textos e seus potenciais relacionais de maneira criativa e amigável.
Algumas universidades já oferecem o curso de Design Digital com grande procura. Entre os mais conceituados, pelas notas dadas alcançadas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE-MEC) e Comissão de Recredenciamento do MEC estão o Centro Universitário Íbero-Americano (Anhanguera) e Unifieo

Design Digital - O Designer de Hipermídia


A hipermídia une os conceitos de hipertexto e multimídia. Ou seja, um documento hipermídia contém imagens, sons, textos e vídeos. Mas a principal característica da hipermídia é possibilitar a leitura não linear de determinado conteúdo, ou seja não ter necessariamente início, meio e fim, e sim se adaptar conforme as necessidades do usuário.

Uma das melhores definições que encontrei foi a de Arlindo Machado no livro "A Arte no Século XXI: A humanização das tecnologias".
"A idéia básica da hipermídia é aproveitar a arquitetura não linear das memórias de computador para viabilizar obras "tridimensionais", dotadas de uma estrutura dinâmica que as torne manipuláveis interativamente. Hipermídia é, portanto, uma forma combinatória, permutacional e interativa de multimédia, em que textos, sons e imagens (estáticas e em movimento) estão ligados entre si por elos probabilísticos e móveis, que podem ser configurados pelos receptores de diferentes maneiras, de modo a compor obras instáveis em quantidades infinitas."

Influências


Como toda área do design, o design de hipermídia toma emprestado os seus conhecimentos teóricos de diversos campos do saber, como a filosofia, a ciência (psicologia, antropologia, sociologia, ergonomia, semiótica, entre outras) e a arte.
Características do Trabalho do Designer de Hipermídia:

- Hibridismo: associação de duas ou mais mídias, encontro de dois ou mais meios; conjunção simultânea de diversas linguagens.
- Hipertextualidade: sistema não-linear, multisequencial ou multilinear. Incorporam dois sistemas diferentes de utilização: o modo autor (onde são criados os sistemas de nós e âncoras) e o modo usuário (onde ocorre a navegação).
- Não-Linearidade: refere-se a idéia de possibilitar caminhos e segmentos abertos, diversos, repletos de desvios, complexo, composto por linhas de segmento e linhas de fuga.
- Interatividade: possibilidade de transformar os envolvidos na comunicação, ao mesmo tempo, em emissores e receptores da mensagem
- Navegabilidade: diz respeito ao ato de navegar, à exploração e à mobilidade do usuário no ciberespaço, na rede ou em um aplicativo de hipermídia.

Conceitos

Alguns conceitos aplicados pelo designer de hipermídia são:
- Estrutura x Forma x Função x Conteúdo
- Interatividade
- Não-Lineariedade
- Navegabilidade
- Interface
- Arquitetura da Informação
- Usabilidade
- Adaptatividade
- Acessibilidade
- Semântica

Design Digital - O Webdesigner

Design Digital - O Designer de Jogos

O Designer de Jogos, do inglês Game Designer é uma extensão da prática do designer de software, onde seu foco é a criação de jogos eletrônicos.
O desigener de jogos tende à multidisciplinaridade uma vez que a construção de jogos requer subsídios de diversas áreas técnicas, como a programação, sonoplastia, computação gráfica etc.
A preocupação fundamental do designer de jogos é agregar os conceitos de interatividade com o planejamento da interface e entretenimento, garantindo a diversão do usuário final.

Alguns tópicos do Design de Jogos

- Interfaces
- Direção de Arte
- Concepção e Modelagem de Cenários
- Concepção e criação de personagens
- Produção de áudio e vídeo para jogos
- Programação para Artistas e Designers
- Jogos para Celulares (Interfaces e Usabilidade)
- Computação Gráfica para Jogos
- Tratamento de Texturas e imagens para jogos 3D
- Efeitos Especiais

Design Digital - O Designer de Som


Segundo terminologia do cinema, é um dos elementos da equipa artística, assim como o director de fotografia, figurinista, cenógrafo, aderecista, efeitos especiais e outros, que trabalha com o realizador no desenvolvimento do conceito geral da estética de som, nos diálogos e nos efeitos sonoros, comunicando com o compositor, criando e editando sons individuais, coordenando ainda os processos de trabalho e os objectivos dos vários departamentos, incluindo a bruitage (Fr.) ou foley (EUA), a dobragem de diálogos ou "ADR" - Automatic Dialogue Replacement (EUA).


Ao contrário do chefe do departamento de som de um estúdio, o designer de som não é somente um coordenador mas também a força central criativa. Esse conceito sonoro sobre o filme está relacionado organicamente com a narrativa e as necessidades temáticas do filme, e tem uma integridade em que todos os processos decorrentes, da rodagem à pós-produção e mistura final, deverá estar centrada numa pessoa – o designer de som. É ele que desenvolve um estilo, explora as possibilidades expressivas do som, cria ligações dramáticas entre personagens, locais e objectos através de elementos sonoros, alargando a resposta emocional do filme através da sutil transformação do material sonoro, moldando-o.

Designer de efeitos sonoros ou criação de efeitos sonoros

À técnica de criação de efeitos sonoros síncronos ou ao vivo denomina-se em inglês foley e em francês bruitage.

Designer de sistema de som

Especificação de um sistema de sonorização - P.A. (Public Adress, em português "endereço público"), para uma sala ou para um evento, dimensionando-o de acordo com a capacidade de público no recinto e a sua acústica e de acordo com as necessidades especificas desse evento, coordenando a montagem e afinação desse sistema.

Design de Produto



O Design de produto, dada a sua relação com os processos de produção industriais e sua origem na Revolução Industrial, começa a se delinear no Século XIX, especialmente com os textos teóricos ligados ao movimento Arts & Crafts que enxergava na produção artística um guia para a produção industrial. Da mesma forma que o Design Visual, porém, ele ganha maturidade e sofre uma profunda revolução com as experiências feitas na Bauhaus, no início do Século XX, praticamente definindo a noção atual da profissão.

O design é uma atribuição de valor identificado pelo mercado e transformado em atributo físico do produto. O Registro de Desenho Industrial é um título de propriedade temporária sobre um desenho industrial, outorgado pelo Estado aos autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação.

O Design é necessário às indústrias para "produzir o produto certo, pelo preço certo, para o mercado certo, na altura exacta"(ARAÚJO, M. D., Tecnologia do Vestuário, Lisboa, FCG, 1996). Isto atendendo a valores estáticos, políticos, econômicos, sociais, geográficos, etc., no sentido de rentabilizar as ferramentas, a organização e a lógica da industrialização, para que a empresa possa competir com a concorrência, tanto no lançamento de novos produtos como no re-design de outros. O conceito, a forma, a cor, a embalagem e as características físicas do produto, assim como o seu preço, são decisivos para o sucesso da sua venda.

Os principais conhecimentos utilizados no design de produtos são a metodologia de projeto, as técnicas industriais e os materiais existentes.

Design de Produto - Designer de Produto


O profissional da área do Design de produto, também chamado projeto de produto ou desenho industrial, trabalha com a produção de objetos e produtos tridimensionais para usufruto humano.


Um designer de produto lidará essencialmente com o projeto e produção de bens de consumo ligados à vida quotidiana (como mobiliário doméstico e urbano, eletrodomésticos, automóveis e outros tipos de veículos, etc) assim com a produção de bens de capital, como máquinas e motores.

Considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial.



Benefícios
• Qualidade e exatidão nas peças para aprovação
• Visualização das possibilidades de design de seu produto
• Verifica a viabilidade do produto previamente à sua produção



Dicas
• Informe as medidas do produto ou objeto
• Solicite um mock-up do produto, se necessário



Exemplos
• Desenho para a criação de um novo produto
• Imagem para visualização de uma peça em tamanho real ou em escala exagerada
• Desenho com informações e design finais para ser utilizado na aprovação de determinado projeto



Indústrias de Atuação do Designer de Produto
• Móveis
• Automóveis
• Indumentária e Indústria têxtil
• Indústria eletro-eletrônica
• Indústria metal-mecânica
• Cutelaria
• Indústria náutica

Design de Produto - Designer automobilístico


O Designer automobilístico ou designer de automóvel visa tornar os automóveis produtos de consumo com identidade própria, além de buscar aperfeiçoamentos técnicos como maior segurança, uso de materiais ecológicos, conforto e apelo visual. Nos dias actuais, o design de um automóvel é primordial para seu sucesso junto ao público alvo. Alguns conceitos de design foram tão eficientes que tornaram certos automóveis em ícones culturais ou de uma época.

O Designer automobilístico não só visa a aparência comercial como também se preocupa com conceitos de construção em geral. Por exemplo, como encaixar um motor v-12 em um carro de pequenas dimensões, mantendo os padrões de estética, praticidade e segurança.

Design de Produto - Designer mobiliário


O designer de mobiliário, atua em uma vertente do design de produto e em uma das áreas de maior importância no design de produto brasileiro, pois o mobiliário brasileiro é um dos poucos bens de consumo duráveis que é exportado. É também uma área em que arquitetura e design de produto se entrelaçam.


Há ênfase em detalhes e materiais. Tanto que está diretamente relacionada à Decoração de Interiores. Segundo o funcionalismo, o design de mobiliário tem sido trabalhado superficialmente (menos funcionalidade e mais estética). Por exemplo, o trabalho dos Irmãos Campana, que procuram originalidade na escolha dos materiais.

As funções do móvel dependem do ambiente onde ele será colocado (residência, escritório, escola, meio urbano etc). Para fazer um projeto é preciso pensar nas funções do objeto naquele ambiente e qual é o usuário (no caso de móveis para escola, por exemplo, crianças).

Eco-design


Como a madeira é o material mais usado no design de móveis, muito se discute o uso de madeira certificada e reflorestada e de outras opções de materiais, como os assentos de PET feitos por cooperativas. O bambu é também uma opção sustentável, pois tem crescimento rápido.

Design?





Existem ainda atividades que se auto-identificam com a expressão "designer" mas sem qualquer relação com a atividade de projeto propriamente dita. Exemplos incluem hair designer (para cabeleireiro), cake designer (para confeiteiro), body designer (para tatuador), designer de sobrancelhas (para depiladoras), entre outras profissões.

Eco-design


Eco-design é o termo para uma crescente tendência nos campos da arquitetura, engenharia e design em que o objetivo principal é projetar lugares, produtos e serviços que, de alguma forma, reduzam o uso de recursos não-renováveis ou minimizem o impacto ambiental(contraste). É vista geralmente como uma ferramenta necessária para atingir o desenvolvimento sustentável.
Aqueles que defendem esta filosofia acreditam que grande parte dos problemas ambientais foram causados pela Engenharia e Design convencional e pela indústria, que desconsideravam os riscos e impactos ambientais ao produzir bens e serviços. O Eco-design é um meio de reduzir ou eliminar esses impactos e manter qualidade de vida, substituindo produtos e processos por outros menos nocivos ao meio ambiente. Preocupando-se com o ciclo de vida dos produtos (extração, indrustrialização, transporte, comercialização, consumo/utilização e descarte).
O Eco-design é, acima de tudo, um novo conceito. Pode ser desenvolvido através de materiais de uso freqüente e corriqueiro, a partir dos quais serão criados novos objectos que, ao serem modificados, terão um novo conceito e utilidade. Esta tendência de design é essencialmente futurista e tem como objetivo preservar o planeta para as gerações futuras.

Irmãos Campana

Fios emaranhados ou entrelaçados dos mais variados materiais, como algodão, plástico, cobre etc., retalhos coloridos e estampas em formas exuberantes transformam uma cadeira numa obra de arte.
Muito além da beleza plástica, suas peças materializam o gênio inventivo, explosivo, inquieto, o espírito imaginativo do nosso tempo e povo. Como escreve Maria Helena Estrada no livro Campanas: “Fernando e Humberto andam pela cidade, são atraídos por vendedores de rua e por lojinhas de bric-a-brac, tiram do cotidiano popular a inspiração para suas criações, percorrem o mundo e retornam para o campo, para Brotas, a cidadezinha onde cresceram. Esse ir e vir constante traz como resultado uma obra de matriz brasileira e expressão universal”.

Conhecidos internacionalmente como Irmãos Campana, Fernando e Humberto nasceram no interior paulista. O Estúdio Campana surgiu há 21 anos. Humberto, formado em Direito, criava peças, objetos e algum mobiliário e Fernando, arquiteto, foi trabalhar com o irmão. As criações falam e calam aqueles que as contemplam.
Quando o “boom” aconteceu? Em 1994, na exposição no MOMA – Museu de Arte Moderna de Nova Iorque –, com curadoria de Paola Antonelli, inesquecível no cenário do design do Brasil e irreversível no do planeta. Mais do que talento, eles tiveram coragem. Enquanto o design internacional caminhava para a industrialização, Fernando e Humberto seguiram noutra vertente, resgatando as mãos dos artesãos, tecendo novas e exuberantes superfícies e dando outro rumo à expressão contemporânea chamada design.
Uma novidade de múltiplas sonoridades e formatos surpreendentes estava reservada para o Natal de 2005. São os sinos criados com os mestres vidreiros da Venini. O resultado pode ser visto até 18 de dezembro na Moss Galery, em Nova York, numa instalação que ocupa uma parede de 18 m de extensão por 3,5 m de altura. Nela, 175 sinos de cristal de altura máxima de 70 cm se sustentam numa trama de cordas de cânhamo. Um braço de corda pendente permite que os visitantes façam soar a instalação. Cada uma das peças é numerada e assinada - Campane di Campana; Venini per Moss, 2005. Os preços vão de US$ 1.600 a US$ 9.000.

Os Campanas estão com a Zona D desde o primeiro dia, quando a loja da Al. Gabriel Monteiro da Silva, 147, abriu suas portas para o público. Fernando e Humberto criaram com exclusividade a bandeja Ameba para a Zonazero – fábrica de design assinado criada em 2002 por Andréa Elage.

SPFW Verão 2010




Alexandre Herchcovitch

O estilista paulistano Alexandre Herchcovitch cria oito coleções anuais para a própria marca, criações de produtos licenciados para diversas empresas, desfiles anuais na badalada Semana Prêt-À-Porter de Paris, na Semana da Moda - 7th on Sixth, em Nova York, e dois por ano no São Paulo Fashion Week.
Em 2002, Herchcovitch assumiu a direção de criação da Cori, com a missão de rejuvenescer a clássica grife, que, com uma nova cara, ingressou no São Paulo Fashion Week.
Em junho passado, o estilista assumiu a direção da Faculdade de Moda da FMU, em São Paulo. E ainda lançou recentemente um concurso de modelos, procurando encontrar alguém que representasse a "beleza brasileira".
Sua trajetória na moda brasileira foi construída em pouco mais de dez anos de carreira, suficientes para transformar o nome Alexandre Herchcovitch em uma das marcas mais poderosas do mundo fashion.
Com 33 anos, o estilista saiu da faculdade de Moda em 1993. Apesar de ter arrasado no desfile de formatura, até hoje não obteve o diploma devido à reprovação na matéria Linguagem Instrumental, que nunca se esforçou em refazer.
A carreira profissional é aparentemente curta, mas o casamento de Herchcovitch com a moda já vem da infância.
Aos dez anos, palpitava sobre as roupas que a mãe, dona de uma pequena confecção de lingeries, vestia. Logo estava aprendendo a trabalhar com tesoura, agulha e linha e, aos 16, costurou um vestido de organza. O que impressionou a mãe nesta estréia precoce foram as esferas presas à barra para dar caimento ao tecido. Era indiscutível: o adolescente revelava um talento excepcional para a moda.

Do primeiro vestidão às estampas de caveira, famosas no underground paulistano dos anos 90, passando por roupas para prostitutas e travestis, modelos clássicos de executivas desenvolvidos para a Cori, e camisetas com motivos de Walt Disney de 2003, Herchcovitch foi surpreendendo e se revelando um camaleão, dotado de uma sensibilidade, capaz de vestir qualquer tipo de pessoa.
Isso tudo sem contar a diversidade de produtos que tem criado em parceria com grandes marcas: calçados para a Democrata, jóias para a Dryzun, meias e cuecas para a Lupo, fundos de tela de telefones celulares para a Motorola, sandálias para a Melissa e cadernos para a Tilibra, entre outros. Uma dessas parcerias, com a Hello Kitty, chamou a atenção da cantora Björk, que saiu na revista francesa "Art Actuel" em 2003, vestindo uma camiseta com a estampa de Carmen Miranda.
Herchcovitch também trabalhou na Zoomp e na Ellus. Atualmente, tem quatro lojas próprias, desenha modelos exclusivos em seu ateliê, exporta a linha jeanswear para os Estados Unidos e Reino Unido.
Além da moda, o estilista é um personagem da noite. Ao lado de Johnny Luxo, anima festas por todo o Brasil como DJ, tocando hits dos anos 80 e 90. Na TV, fez uma pequena participação na novela global "Desejos de Mulher", em 2002.

Coleção para crianças de 4 a 10 anos

Desfile Verão 2010

Isabela Capeto



Começou a 15 anos, quando ela se formou na Accademia di moda em Florença, na Itália. E desde então, sua trajetória é só de sucesso, e já é reconhecida como uma das mais prestigiadas estilistas brasileiras.Mas antes de criar sua própria marca, ela passou pela área de criação de grandes marcas como Maria Bonita. Maria Bonita Extra e Lenny, e trabalhou numa estamparia Fabrica Bangu. Em abri de 2003, ela abriu seu ateliê, no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro.Suas coleções são únicas, são inspiradas em museus e livros. Cada peça tem sua obra de arte: feita a mão, bordada, tingida ou plissada, com muitas aplicações de rendas antigas, paetês, tules e passamanarias. Ela sempre tem esse objetivo na cabeça sempre querendo manter suas clientes lindas e usando suas roupas românticas.Ela já realiza showrooms em Paris, e suas peças são encontradas em cerca de vinte países.Suas criações vem agradando o numero cada vez mais de mulheres no mundo todo, e já tem destaque nas melhores mídias americanas e européias.Ela já estreou no Fashion Rio,em janeiro de 2004. E no outro ano foi convidada para integrar a semana da moda no São Paulo Fashion Week.Hoje ela tem duas lojas e o ateliê que não se encontra mais na Gávea, mas sim em Humaitá, maior e mais confortável. Suas lojas uma é em São Paulo, localizada no bairro Jardins. E a do Rio de Janeiro, no Leblon. A partir de 2008, ela cria a linha “Isabela Capeto Infantil”, entre rendas e bordados, para a idade de quatro a dez anos.